On the Nanquim: Eu Mato Gigantes (I Kill Giants)

Nesse caso não estamos falando de um certo podcast mas sim de um quadrinho americano que tenta nos mostrar o limite e as barreiras da imaginação de forma firme e focada na realidade.

Tudo começa de forma simples mostrando parte do cotidiano de Barbara, um nome menos americanizado porem proposital para demonstrar o papel dela nesse mundo fantasioso que predomina nas páginas seguintes mesmo estando em segundo plano.

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O plot principal do HQ so é realmente revelado mais para o final e seria spoiler eu dizer o mesmo, porem ate chegar a este temos vários pontos interessantes que valem uma menção.

Barbara e uma menina “otaku” talvez no sentido mais pejorativo da palavra e sem ligação nenhuma com o mundo dos animes, apesar da clara influência que o mesmo tem na obra. Ela e totalmente viciada em RPG, mas principalmente no tópico gigantes.

Isso faz com que ela se afaste das pessoas e acaba por sofrer bulling tanto de alunos como de servidores da escola, com exceção da psicóloga. Nesse ponto que a história fica mais interessante.

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Todas as referências a mãe de Barbara são cortadas e cada vez mais que avançamos vemos que o mundo fantasioso vai tomando conta e em certos momentos parece não se tratar de fantasia mas de uma realidade escondida.

Mas seria isso mesmo? Passando por batalhas épicas contra gigantes e surtos de loucura que fazem ate mesmo as pessoas mais próximas duvidarem de sua sanidade não conseguimos descobrir do que realmente se trata tudo isso ate atingirmos o final.

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Através de elementos mitológicos e temas fortes os autores nos conduzem diretamente para um clímax duro, real, do qual não a escapatória. Tudo apresentado na obra ate então e uma enxurrada de simbolismo.

Não e uma das melhores obras que li mas ainda assim possui um impacto digno de nota. Recomendo fortemente a todos. Quem sabe o mesmo não possa servir de uma ótima ponte para a passagem de leitores de manga para quadrinhos, sendo o contrário também possível. Afinal, devemos experimentar os dois mundos antes de tomarmos uma decisão.

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Texto publicado originalmente em 13/04/2014

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