Resenha: Devilman

Ultimamente vejo muitas pessoas tentando discutir o que seria um clássico. Muitos dizem que é algo que marcou época, outros que seria algo que envelhece bem devido a sua qualidade superior, e alguns que seria uma obra que dita padrões e cria os famosos clichês.

Devilman e considerado um clássico por muitos, mas o que li me surpreendeu bastante. No inicio so pude enxergar uma obra de traço datado, enredo clichê, falhas e cenas de ecchi bizarras. Como eu estava enganado.

No decorrer da obra o autor evolui tanto no traço como no enredo, chegando a abandonar um pouco o ecchi e a ação para se focar mais no drama e no gore, tornando o manga cada vez mais serio a cada pagina que se aproxima do final.

Devilman conta a historia de uma guerra milenar secreta entre humanos e demônios pelo direito de permanecer no posto de criatura mais poderosa da Terra. Aparentemente este titulo pertencia aos demônios, criaturas tão poderosas que causaram a extinção dos dinossauros.

O jovem Akira Fudou acaba se envolvendo nessa guerra quando seu amigo Ryou Asuka surge do nada revelando a existência dos demônios. Para ajudar seu amigo a se vingar pela morte de seu pai, alem de proteger a humanidade, Akira decide participar o ritual profano Black Sabbath para, após ser possuído por um demônio, adquirir os poderes do mesmo. O sangrento ritual da certo, e então surgi um hibrido, o primeiro Devilman.

Alem deles, temos a jovem Miki Makimura e sua familia. A principio ela não e uma personagem muito importante na historia, pois parece ser apenas o par romântico de Akira e participa de varias cenas ecchi. Acreditem, vão se surpreender com ela.

A principio parece muito uma historia de super herói contra a legião do mal, mas o enredo passa bem longe disso. Estamos falando de um manga sobre religião, afinal de contas. Devilman pega acontecimentos descritos na bíblia e transforma em uma historia caótica e repleta de reviravoltas, terminando num final surpreendente que faz a obra se auto afirmar como um clássico dos mangas.

Texto publicado originalmente em 15/02/2013

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